Por que as empresas mais inovadoras do mundo adotam DevOps?

Por que as empresas mais inovadoras do mundo adotam DevOps

É notável que a adoção de DevOps auxilia tanto empresas, quanto profissionais de TI com seus resultados e uma experiência de desenvolvimento compensadora. De fato, as empresas digitais de crescimento exponencial são “campeãs” de DevOps.

A Adobe a empreendeu na estruturação de produtos em nuvem. A Amazon economizou cerca de 40% ao criar seu Amazon Web Services e aumentar a escalabilidade de seus serviços. O Facebook se utiliza da prática do DevOps desde seu princípio. Não é à toa realiza diversas atualizações de sistema no mesmo dia.

Neste artigo nós vamos discutir sobre o contexto no qual DevOps se torna necessário nas empresas. Falaremos sobre a prática e os seus benefícios.

Algumas reflexões sobre DevOps

Vamos começar este artigo com uma frase famosa e um título de um livro dos anos 90:

“Não há nada tão inútil quanto fazer eficientemente o que não deveria ser feito” – Peter Drucker

“A Empresa na Velocidade do Pensamento: Usando um Sistema Nervoso Digital” – Bill Gates

Ambas as frases acima parecem ser atemporais, e de fato são. A primeira remete ao inevitável caráter inercial de processos corporativos, os quais devem sempre ser reavaliados para – no mínimo – saber se ainda fazem sentido. A segunda nos relembra que o mercado de tecnologia vive de promessas vazias e que há um imenso cemitério de boas intenções que nos assombra.

“Manter-se atualizado não é suficiente: é necessário inovar!” – variações deste tema foram ventiladas nos anos 90, na virada do milênio e na década atual. “Agora vai!” poderia ser o slogan de toda plataforma comercial que veio, viu e não vingou.

Encontrar soluções definitivas para o desperdício de tempo foi o sonho de qualquer empresário que lidou com o mundo digital, mas a realidade sempre foi mais cruel. A década de 90 e a seguinte nos trouxeram os ERPs “integrados” (leia-se “não integráveis”), software suites para tudo que se possa imaginar (portais, processos, barramentos), processos formais de desenvolvimento de software e – pimba – lá se foram, pelo menos, 10 anos em que toda a indústria de TI andou na direção errada.

Esta foi a grave crise de funcionalidade do setor tecnológico nesta época: em resumo, a indústria de TI buscava métodos para realizar entregas mais confiáveis de sistemas, mas na prática apenas piorava o problema.

Dois acontecimentos foram essenciais para mudar este desastre coletivo: o Manifesto Ágil (ponto de inflexão que resultou na atual hegemonia de processos ágeis) e o advento das nuvens públicas (notoriamente a AWS com suas ofertas de IaaS).

Empresas já nascidas com mentalidade digital puderam criar novos modelos de provisionamento, processos de desenvolvimento e entrega, empoderamento de equipes e entrega contínua. De fato, os papéis que compõem uma típica equipe que desenvolve um produto de software mudaram radicalmente.

Damos a este novo conjunto de práticas, cultura, ferramentas e processos ágeis o nome de DevOps.

Enxergando o futuro

Enquanto as empresas nascidas na nuvem já têm em seu DNA a cultura DevOps, corporações já estabelecidas com seus departamentos de TI tradicionais, em sua grande maioria, patinam feio nesta área.

Uma típica TI corporativa tem sua estrutura organizacional concebida para o modelo ideal dos anos 90 – silos operacionais bem distintos e isolados, dando suporte a plataformas “old school” como os ERPs clássicos. Este modelo de TI tradicional tem abordagens muito defasadas para análise de risco e custo, além de cercear a entrega de software com processos morosos e (atualmente) sem sentido. Não é possível adotar processos ágeis quando os processos de entrega esbarram em modelos de provisionamento e burocracia organizacional notoriamente incompatíveis.

Enquanto muitas corporações investem nos aspectos festivos e folclóricos de inovação (inauguração de “garagens”, cantinhos com puffs, inserções na imprensa, turismo de inovação e outras formas de autoajuda/enganação), existem algumas verdades já percebidas por quem fez o dever de casa:

  • Toda empresa é uma empresa de software (software is eating the world), como afirmou o Satya Nadella – CEO da Microsoft.
  • Uma TI tradicional é um obstáculo para a inovação – uma transformação digital é impossível sem uma transformação da TI corporativa [LINKS]
  • A adoção de práticas de DevOps é um excelente balizador para a transformação da TI corporativa. Ela ajuda a definir estratégias, prioridades e, principalmente, o ROI.

Felizmente, já são muitas as grandes empresas que adotam a prática do DevOps para otimizar seus resultados e garantir mais produtividade de maneira rápida e eficaz.

Resumindo o conceito DevOps

O conceito de DevOps pode ser complexo, mas, em essência, trata-se de uma prática que envolve cultura, ferramentas e processos ágeis. Ela resulta em um rearranjo de responsabilidades e colaboração entre setores de desenvolvimento de sistemas e operação de TI, que até então trabalham de forma isolada.

Esta prática visa melhorar o processo de produção e entrega de software na TI corporativa, resultando em entregas mais frequentes e com mais qualidade. Como resultados temos maior agilidade nos processos, entrega contínua de software com qualidade, colaboração apoiada por ferramentas, maximização da confiança entre setores, melhor arranjo de responsabilidade pelos produtos entre outros inúmeros aspectos.

DevOps parte do entendimento de que represar mudanças implica, diretamente, em um acúmulo maior de mudanças a cada entrega. Isso acarreta em erros e problemas frequentes e recorrentes. Curiosamente é nas estratégias tradicionais de gestão de risco de TIs tradicionais que reside o maior risco. São elas que adotam práticas que atualmente não fazem sentido algum.

Com uma nova proposta, adotar DevOps significa buscar constantemente a automação de processos repetitivos ao longo de toda a cadeia de produção de software. Isto implica no provisionamento “self-service” de recursos para as equipes, esteiras de construção e testes automatizados, entrega contínua, ferramentas que facilitem a comunicação, colaboração e monitoração, entre outros.

Os benefícios do DevOps

A prática de DevOps transforma a atividade de desenvolvimento e entrega tecnológica dentro de uma empresa, gerando fluxos rápidos em trabalhos executados de maneira previsível.

A produtividade da TI aumenta, de forma gradual, conforme a prática adquire maturidade, reduzindo a taxa de erros e oferecendo soluções para sanar os eventuais problemas surgidos dentro de um sistema. Algumas fronteiras organizacionais de TI se diluem e/ou se reinventam, ao passo que a “propriedade” (ownership) das entregas flui gradualmente para aqueles que têm o real conhecimento de causa.

O “ruim” da metodologia do DevOps é que ela não se trata de uma solução mágica, mas sim de algo que exige trabalho consistente e determinação. Se você acredita que pode obter todos os resultados do dia para a noite, está no ramo errado.

Mas o “bom” da metodologia DevOps é que ela pode, sim, ter uma adoção gradual que traga resultados mensuráveis em muito pouco tempo, apenas com algumas práticas específicas, ferramentas open-source ou mesmo através de consultoria especializada. Este é um modelo de self-funding innovation que permite que os resultados de esforços recentes justifiquem prosseguir com a adoção.

Cooperação e cultura

Um dos pilares da prática do DevOps é a cultura. Se você entende bem o que esse termo significa, você entende parte do que é o DevOps.

Não se trata apenas de formar times mais colaborativos, mas também sobre implantar um rearranjo das atribuições (sustentado por ferramentas) que empoderam as equipes de projetos, dando fim aos atritos de equipes.

Do alcance consistente de resultados o negócio evolui para uma cultura de cooperação e confiança, prezando sempre pela transparência, realizando feedbacks coerentes com a realidade e mantendo uma política de responsabilidade entre funcionários.

Agilidade, Automação e Produtividade

Boa parte dos problemas que TI’s corporativas enfrentam está na falta de ciclos automatizados de testes e análises sistêmicas que visem otimização do tempo, evitando perdê-lo com salas de guerra e correções de bugs. Processos formais e burocráticos de entrega apenas garantem a recorrência de problemas, além da insustentabilidade da TI corporativa em um ambiente de competição.

A prática de DevOps permite automatizar toda a esteira de entrega de um projeto até a produção, disponibilizando novas funcionalidades de um sistema várias vezes por dia, com controle e monitoramento.

O tempo é dinheiro, e dinheiro ninguém joga fora. Portanto, prezar pelo tempo em que se realiza a entrega de determinado software é essencial para agradar e fidelizar os clientes e gerar mais retorno financeiro.

Planejamento e organização

Possuir um plano de ação e manter uma postura organizada é primordial para qualquer que seja o setor de atuação, e com TI não pode ser diferente. Contudo, a implantação de práticas de DevOps – aliada a tecnologias essenciais, como nuvens, contêineres e modelos serverless – torna a TI corporativa muito mais resiliente.

Boas escolhas garantem a capacidade de antever e resolver problemas, com grande capacidade de reação para aplicar as soluções cabíveis.

Enquanto uma TI tradicional persegue modelos caríssimos de resiliência (capacity planning para redundância, recuperação de desastres etc.), uma TI modernizada entrega as mesmas virtudes a custo e risco muito menores.

A metodologia de DevOps é essencial para a transformação das empresas.

Conclusão

Conhecendo as vantagens da aplicação do DevOps na estrutura de uma empresa, fica fácil decidir o melhor caminho para melhores resultados. Para isso, você conta com a Vertigo Tecnologia, que disponibiliza consultoria completa para quem quer se atualizar.

A Vertigo defende a noção que não existe “caixinha mágica” de DevOps. Pelo contrário: iniciar a adoção de DevOps pelo licenciamento de uma plataforma cara e complexa é um erro grosseiro.

A ferramentas que permitem uma adoção gradual com excelentes resultados mensuráveis a cada passo são – todas – de código aberto e passíveis de uso corporativo sem vultoso investimento inicial. Isto vale tanto para ambientes on-premises quanto em nuvem. Ganhar maturidade com a prática antes de decidir como e em que investir é uma decisão muito melhor que licenciar uma plataforma logo de início. Os frutos aparecem rápido, e com foco e um bom planejamento a maturidade em DevOps evoluirá na mesma velocidade.

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