Como uma estratégia de APIs pode te ajudar a trocar de ERP

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Trocar de ERPs – ou atualizar a versão de um – costuma ser caótico para a maioria das empresas. O período de transição, muitas das vezes, afeta a operação como um todo, gerando muita pressão no time de TI responsável pela tecnologia.

Para minimizar os riscos e impactos da mudança, muitas empresas na vanguarda da Transformação Digital estão optando por encarar esse desafio adotando uma estratégia de APIs. Se por algum motivo você não sabe ou precisa refrescar sua memória quanto as APIs, detalhamos o que é API de uma maneira simples em nosso blog.

Antes de prosseguirmos, vamos falar sobre o que são ERPs (Enterprise Resource Planning), a maneira como eles funcionam e o que motiva a substituição de um.

O que são ERPs e por que sua mudança causa tantos transtornos?

Os sistemas ERPs são muito enraizados nas empresas. Processos de importância vital para o negócio são baseados neles, como, por exemplo, contas a pagar e receber, controle de estoque, de pessoal, entre outros. Muitas vezes é necessário trocar esses sistemas. As razões são diversas como:

  • Custo benefício
  • Falta de funcionalidades
  • Aderência à legislação vigente

A implementação de um novo ERP (ou atualização da versão de um) é algo que é facilitado pela própria aplicação. Existem recursos e ferramentas que transferem, de forma relativamente simples, os dados de um software para outro. Ou seja, todas as funcionalidades que eram gerenciadas dentro de um software, passam a ser executadas na nova aplicação.

O grande problema é que dificilmente as aplicações como SAP R/3,  Oracle EBS ou TOTVS Protheus funcionam sozinhas, de forma isolada. Elas geralmente são integradas com aplicações auxiliares/periféricas (Gestão de Talentos, CRM, Meios de pagamento, etc.)  que complementam esses aplicativos de gerenciamento. É aí que a dor de cabeça aparece!

Os ERPs costumam ter suas próprias formas de permitir que softwares consigam se conectar a eles. Os ERPs flexíveis, por exemplo, disponibilizam APIs para que diferentes aplicações possam interagir. No entanto, quando acontece a substituição desse ERP (e consequentemente da API desse ERP), é como se uma aplicação externa ficasse órfã.

Ou seja, quando uma empresa decide migrar do ERP “A” para o ERP “B”, significa que todas as integrações do sistema “A” são praticamente inúteis, e as de “B” precisam ser feitas para que se integrem com as aplicações necessárias. É preciso fazer todo o mapeamento da modelagem de negócio, e a análise da API de terceiros para que a troca seja bem executada.

Exemplificando, fornecedores e parceiros de negócio são um dos maiores afetados pela troca de software de gestão de uma empresa, pois, muitas vezes, possuem seus sistemas de produção integrados ao estoque de seu cliente/parceiro.

Quem é responsável pelos ERPs sabe o trabalho que dá trocar de sistema, e o quanto o cenário descrito acima é desgastante. A preocupação não é só para a TI, mas acaba indo para outros setores da empresa.

Em muitos casos, a companhia simplesmente PARA! Durante horas (ou até dias), não se emite nota fiscal, não se libera caminhões para entrega, não se dá baixa em estoque, não se paga fornecedores…enfim, nada! Catastrófico mesmo!

Mas não precisa ser tão caótico assim. Uma migração de ERP amparada por uma estratégia de APIs pode evitar muitas dores de cabeça. É sobre isso que vamos conversar no próximo tópico.

A utilização de APIs na hora de trocar de ERPs

Planejamento e prevenção são as chaves do sucesso. Vimos acima o quanto trocar de ERP tende a ser bastante traumático para uma empresa. Nesse caso, ter uma boa estratégia que reduza o impacto da troca de um ERP é fundamental para a saúde dos negócio. APIs são uma excelente opção.

A integração por meio de APIS desempenha um papel fundamental, principalmente quando se está lidando com sistemas legados, oriundo de fusões e aquisições, com novas iniciativas digitais da empresa, ou mesmo com o desenvolvimento de um ecossistema para fornecedores e parceiros. No caso de um ERP, soluções de Barramento de Serviços e de Gerenciamento de APIs, como oferece nossas parceiras Mulesoft e Sensedia, são fortemente indicadas.

O que é um Barramento de Serviços?

Um Barramento de Serviços Corporativos (ESB – Enterprise Service Bus) é a peça central de uma Arquitetura Orientada a Serviços (SOA), pois facilita a conectividade, acelerando o processo de mudança e provendo maior controle sobre o uso dos recursos. Basicamente, o ESB é constituído por uma série de regras e princípios para realizar a integração de vários tipos diferentes de aplicações.

Um ESB é um auxiliar importantíssimo na migração de ERPs. Eles funcionam como “fornecedor de APIs” e oferecem capacidades de integração, minimizando muito a dor durante o processo de troca de ERP.

O que aconteceu ao longo da relativamente curta história da TI é que os web services SOAP foram se “transformando” em APIs REST e o ESB foi se “transformando” em API Manager.

Agora que você já está instruído sobre todos os ângulos do assunto, vamos exemplificar como as APIs podem atuar na imagem abaixo:

Figura 1

Na ilustração, temos o exemplo de uma empresa que utiliza o ERP ORACLE, e está mudando para ERP SAP. O ORACLE é integrado com aplicações externas (APIs de terceiros), que correspondem as letras F (fornecedor), B(Banco) e RH.

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Figura 2

Quando mudamos o ERP, essas integrações, que eram específicas para se integrar com ORACLE, perdem seu ponto de conexão. Afinal, elas não foram preparadas para se integrar com o novo ERP, no caso do nosso exemplo, o SAP.

Figura 3

Quando se modela uma estratégia de APIs para os sistemas corporativos, temos um API Manager gerenciando a integração dos sistemas periféricos ao ERP (no caso do nosso exemplo o SAP), e ele padroniza as conexões. Quando ocorre a troca do ERP, basta apenas alguém reprogramar as APIs que respondem pelas funcionalidades necessárias dos sistemas e Voilà!

Com a solução de Gerenciamento de APIs e de Barramento de Serviços perde-se a necessidade de fazer a conexão “ponta a ponta”, produzindo algo tão embolado quanto a pequena área na hora do escanteio, em uma partida de futebol.

O ESB faz como que a conexão entre sistemas seja feita de forma personalizada e simples. Isso porque, no caso da Mulesoft, existem componentes que ajudam a fazer as conexões de maneira quase que automática, bastando o download de um “template” de determinada aplicação, para que tudo seja feita em poucos cliques de mouse.

Quer saber mais sobre APIs?

Esperamos que ao final do nosso conteúdo você esteja convencido de que o uso de uma estratégia de API é a melhor forma de efetuar a troca ou atualização de um sistema ERP.

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