Microsserviços: tudo que você precisa saber

Microsserviços

Arquitetura de Microsserviços é um modelo que vem ganhando força e popularidade em empresas com equipes de desenvolvimento de todos os tamanhos. Embora o termo esteja “em alta”, muitos líderes de TI ainda não têm clareza sobre o que são microsserviços e como a adoção de uma arquitetura de microsserviços pode beneficiar a TI de sua empresa.

Não raras as vezes, nos deparamos com times de TI bem heterogêneos. Por um lado, há os profissionais old-school, presos em seus modelos de trabalho da chamada “TI Tradicional”muitas vezes ocupando posições de liderança na empresa. Do outro lado, há os profissionais da chamada “Nova TI”, alinhados com os modelos ágeis de entrega de software, favoráveis à adoção de DevOps, ao modelo Cloud, SaaS, Open source e etc.

Apesar desta dicotomia, cresce a cada dia a pressão para que os times de TI entreguem releases com mais rapidez e eficiência. E é neste cenário que a arquitetura de microsserviços se apresenta como o modelo ideal para garantir agilidade, flexibilidade e produtividade no desenvolvimento, sustentação e manutenção de aplicações.

Neste artigo, vamos entender melhor o que são os microsserviços e como eles ajudam os times de TI a ganhar mais eficiência, produtividade e segurança.

Afinal o que são microsserviços?

Imagine que uma aplicação é um quebra-cabeças grande e complexo, no qual todas as peças são importantes para o todo. Cada pecinha seria um microsserviço que, apesar da individualidade (tamanho, forma e etc), precisa estar conectada às outras para que juntas completem o quebra-cabeças.

Microsserviços

Aprofundando mais o entendimento, podemos definir que os microsserviços são uma nova maneira de criar aplicações, onde as aplicações são divididas em serviços menores e independentes, que não precisam de uma linguagem de programação específica. Ou seja, as equipes de desenvolvimento podem usar as ferramentas de linguagem com as quais se sentem mais confortáveis ​​e ainda obter sinergia no processo de desenvolvimento de aplicações.

Com microsserviços, aplicações grandes e complexas podem ser divididas em blocos menores que, ao serem recompostos, oferecem toda a funcionalidade de uma aplicação altamente complexa e de grande escala.

Em 2016, Katharina Probst (Netflix) e Uri Sarid (MuleSoft), na conferência Connect da MuleSoft, afirmaram que as empresas bem-sucedidas aumentaram o nível da competição. Ou seja, atualmente elas estão competindo não apenas nos produtos e serviços que vendem, mas também em sua capacidade de serem plataformas digitais.

Isto implica em investir em estratégias inovadoras para oferecer bens, serviços e experiências aos clientes de forma escalável e em tempo real. Essas empresas são capazes de fazer isso criando pequenos serviços que se compõem em processos, que evoluem de forma independente. Desta forma, é possível otimizar as mudanças e a reutilização dos serviços.

Por que utilizar microsserviços?

A adoção de microsserviços permite que as organizações alcancem maior agilidade e reduzam custos de desenvolvimento, graças à granularidade inerente à capacidade de reutilização que é característica de um microsserviço.

Uma infinidade de tecnologias, inclusive open source, tornaram o conceito de arquiteturas baseadas em microsserviços uma realidade para muitas empresas. Este modelo gera agilidade e eficiência para o desenvolvimento e a implantação de aplicações.

Estas tecnologias podem ser usadas em conjunto com ferramentas de conteinerização e orquestração de containers, como o Docker e o Kubernetes, além das ferramentas que tornam os processos baseados em SOA mais acessíveis e os processos de design orientados a domínio.

Combinando isso, cria-se um ambiente de desenvolvimento que se concentra mais na colaboração do que na governança de código, resultando em maior produtividade.

estrutura de microsserviços

O que é uma arquitetura de microsserviços?

Um estilo de arquitetura de microsserviços propõe a ideologia na qual se desenvolve um único aplicativo como um conjunto de serviços pequenos, com um único foco e de implantação independente. Cada microsserviço é executado em seu próprio processo e se comunica com um mecanismo leve, geralmente uma API de recurso HTTP.

Esses serviços são encapsulados para recursos de negócios específicos e são implantados de forma independente, usando um mecanismo totalmente automatizado.

Os microsserviços podem ser alinhados com a migração para ofertas baseadas em nuvem, onde várias aplicações podem ser orientadas por um conjunto compartilhado de serviços.

Além disto, uma arquitetura baseada em microsserviços mostra-se útil para implementações de nuvem pública, privada e híbrida, em que o conceito de usar uma coleção de pequenos serviços independentes pode ser acessado usando uma interface leve, como uma API RESTful.

Arquitetura de microsserviços

 

Arquitetura de microsserviços é baseada em SOA?

Indiscutivelmente, o conceito de uma arquitetura baseada em microsserviços pode ser rastreada até os primórdios da SOA (Service Oriented Architecture).

No entanto, os microsserviços avançam várias etapas usando APIs RESTful, juntamente com plataformas e containers virtualizados, para criar uma integração de serviço híbrida, a qual substitui as aplicações monolíticas de base de código único.

A composição desses serviços independentes cria a experiência associada a um aplicativo monolítico. A SOA, como foi originalmente concebida, falhou simplesmente porque os blocos de construção apropriados para executar essa abordagem não estavam prontamente disponíveis.

Os três principais blocos de construção de uma arquitetura de microsserviços

Os microsserviços, que se baseiam nos princípios da SOA, são agora uma realidade com a introdução de novas tecnologias, que constituem os três blocos da construção de uma arquitetura de microsserviços. Com esses blocos de construção prontamente disponíveis e estabelecidos, surgem os seguintes benefícios:

Containers

Os containers de software criaram um quadro padronizado para todos os serviços, abstraindo o código principal do sistema operacional do hardware subjacente. A padronização oferecida pelos containers elimina o que antes era um doloroso processo de integração em um mundo de infraestrutura heterogênea. Graças a fornecedores como o Docker, os containers revolucionaram a forma como os desenvolvedores criam e implantam aplicações.

APIs

A adoção e o aumento dos recursos oferecidos pelas APIs criaram um formato robusto e padronizado para comunicações entre aplicações, serviços e servidores. REST (Representation State Transfer) APIs, em particular, são a chave para arquiteturas de microsserviços. A API RESTful quebra uma transação para criar uma série de pequenos módulos, cada um dos quais aborda uma parte subjacente particular da transação. Essa modularidade fornece aos desenvolvedores muita flexibilidade para o desenvolvimento de APIs leves, que são mais adequadas para aplicações web.

Infraestruturas em nuvem escalonáveis

As infraestruturas em nuvem públicas, privadas e híbridas agora são capazes de fornecer recursos sob demanda e podem ser dimensionadas para fornecer serviços, independentemente de cargas ou tráfego associado. Isso traz elasticidade aos microsserviços e, por sua vez, os torna mais adaptáveis ​​e eficientes.

Os riscos de uma arquitetura de microsserviços

O perigo que qualquer nova tendência de arquitetura representa é a possibilidade de ser considerada a melhor opção para resolver os problemas da TI, simplesmente por ser a mais moderna. Isto pode acarretar no risco de sua implantação ser feita sem levar em consideração pré-requisitos, como: modelo operacional de TI, infraestrutura e conjuntos de habilidades do desenvolvedor.

Uma estratégia de arquitetura de microsserviços deve adotar uma abordagem cuidadosa e planejada para obter o máximo benefício.

Recomendamos enfaticamente o desenvolvimento e a criação de microsserviços que encapsulem recursos para determinados domínios de negócios. O risco de não fazer isso é que você acabará construindo um conjunto monolítico de microsserviços, uma vez que os desenvolvedores agem de forma independente.

Em outras palavras, as organizações podem acabar com uma dispersão esparsa de microsserviços, com a complexidade adicional da distribuição, gerando uma redução no retorno geral do investimento.

As organizações que buscam adotar os microsserviços devem esperar que as equipes de desenvolvimento coordenem os esforços e sigam planos claros.

Também é recomendável que você estabeleça a disciplina rigorosa de entrega contínua e tenha as ferramentas necessárias para a automação do pipeline de liberação.

A falta de coordenação e automação de equipes no estilo DevOps significará que provavelmente a sua iniciativa de microsserviços trará mais dores do que benefícios.

Plataforma para arquitetura de microsserviços

Os microsserviços são claramente uma tendência importante e bem-vinda na indústria de desenvolvimento de software e apresentam muitas vantagens em relação às abordagens arquiteturais anteriores.

No entanto, há várias preocupações a serem observadas ao instituir uma arquitetura de microsserviços em sua organização. As empresas precisam implementar microsserviços devido à sua facilidade de implantação e natureza ágil, mas, se não gerenciadas adequadamente, essa arquitetura pode gerar desorganização e falta de controle.

Os produtos desenvolvidos com uma arquitetura de microsserviços também precisarão ser integrados a pilhas de tecnologias herdadas e, se isso for feito de forma inadequada, poderá causar uma dívida técnica, gerando mais custos operacionais para a equipe de TI. Assim sendo, instituir microsserviços de uma maneira que crie vantagem competitiva e ajude sua empresa a inovar mais rapidamente vai além de uma mera seleção de produtos e softwares. Você também deve considerar as pessoas, o processo e a cultura dentro da organização.

É por isso que recomendamos uma abordagem de plataforma integrada para microsserviços, centrada em torno da API-led connectivity.

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O API-led connectivity não só cria o componente de integração (crucial para o funcionamento adequado da sua pilha de tecnologia) como permite que desenvolvedores dentro e fora da equipe central de TI criem soluções de maneira gerenciável, reutilizável e governada, eliminando a preocupação com muitas aplicações que a empresa não pode controlar.

A abordagem da plataforma da MuleSoft fornece um modelo operacional exclusivo para permitir que a área de negócios e a TI criem, inovem e forneçam novas soluções sempre que necessário em toda a organização, mantendo a visibilidade e a governança que são fundamentais.

Como começar a implantar uma Arquitetura de Microsserviços?

Para implantar uma arquitetura de microsserviços, muitas empresas buscam parceiros para executar o projeto de implantação, capacitar a equipe e ajudar no processo de evangelização deste novo modelo.

Ocorre que, muitos projetos de microsserviços esbarram na falta de engajamento da equipe e/ou na falta de expertise técnica dos envolvidos. A contratação de uma consultoria especializada reduz os riscos do projeto e ajuda diminui a curva de aprendizado da TI no novo modelo.

Nós, da Vertigo, somos especialistas em DevOps e ajudamos empresas a implantar o modelo de microsserviços em sua operação.

Além disto, quando o assunto é API-led Connectivity, somos o parceiro com mais cases de sucesso da MuleSoft no Brasil.

Então, a Vertigo é a parceira ideal para ajudar empresas a implantar uma Arquitetura de Microsserviços.

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