DevSecOps – Tudo que você precisa saber sobre a evolução do movimento DevOps

Você já ouviu falar em DevSecOps? Para muitos especialistas DevSecOps é uma evolução do DevOps, um aprimoramento, a medida em que traz para o método o fator-chave Segurança.

DevOps = Desenvolvimento + Operação

DevSecOps = Desenvolvimento + Segurança + Operação

Neste conteúdo, vamos explorar o conceito DevSecOps, analisando o papel da Segurança nos processos de desenvolvimento. Vamos abordar como a mudança para metodologia de desenvolvimentos ágeis e a adoção de DevOps obriga as empresas a revisarem seus métodos de gestão da qualidade e segurança de softwares.

Vem com a gente.

O papel da Segurança no processo de desenvolvimento

Há algum tempo o papel da segurança era restrito para uma equipe específica no processo final do desenvolvimento. Isso não acarretava problemas quando os ciclos de desenvolvimento duravam meses ou até anos.

Porém, com a metodologia DevOps e a disseminação dos Métodos Ágeis, esses dias chegaram ao fim! (para alegria e felicidade geral da nação).

A metodologia DevOps vem transformando a forma como aplicações estão sendo desenvolvidas, garantindo, de forma efetiva, ciclos de desenvolvimento rápidos e contínuos.

Porém, práticas de segurança obsoletas podem gerar ineficiência, atrapalhando até mesmo as resoluções de DevOps mais eficientes.

A responsabilidade entre os departamentos de operação e equipes de desenvolvimento deve ser compartilhada.

Desta forma, é possível aproveitar ao máximo a agilidade e a capacidade de resposta de uma abordagem DevOps.

Partindo desta premissa, a segurança TI também deverá cumprir um papel integrado no ciclo de vida completo dos seus aplicativos.

Mas na prática o que é DevSecOps?

Pois bem, agora que já deixamos claro qual a importância de uma estrutura colaborativa entre desenvolvimento e operação, e que a segurança é uma responsabilidade integrada, interligando todos os pontos na estrutura do DevOps, vamos captar na essência de qual a real necessidade de construir uma base de segurança sólida e eficiente.

Entregas mais rápidas resultaram numa incapacidade das equipes de segurança tradicionais de protegerem esses novos ambientes dinâmicos.

Essas equipes passaram a perceber a necessidade de se integrarem a cultura DevOps, vislumbrando a possibilidade de fazer parte do ciclo de desenvolvimento – introduzindo novas versões de softwares ainda nas primeiras fases do processo de build.

Como resultado dessa iniciativa, foi possível reduzir a duração dos testes, aumentar e dinamizar a segurança, diminuir falhas e obter uma entrega não só rápida, como também eficiente.

DevSecOps significa pensar em infraestrutura e segurança de aplicativos desde o início do build. Isso também está ligado diretamente a automatizar algumas portas de segurança, evitando que o fluxo de trabalho do DevOps entre em declínio.

Fazer uso das ferramentas corretas para integrar de forma contínua a segurança pode ajudar a alcançar suas metas de segurança.

Porém, a segurança eficiente do DevOps requer mais do que novas ferramentas. Ela se baseia nas mudanças da cultura DevOps para constituir o trabalho das equipes de segurança.

Essa nova abordagem requer um novo mindset e mudança cultural a ser encarada e integrada por todos os setores da empresa.

Integração e Automação são as chaves para o êxito do DevSecOps

O adequado é incluir a segurança como parte integrante de todo ciclo de vida de um aplicativo. Devemos ter em mente que o DevSecOps é sobre segurança interna, não é sobre segurança que atua como perímetro em torno de dados e aplicativos.

Para que possamos usufruir de forma objetiva, integrada e eficiente, traçamos abaixo alguns pontos primordiais para que o start da estratégia de DevSecOps seja compreendido de forma mais simples.

Segue abaixo um passo a passo para ajudá-lo a evangelizar e implantar uma cultura DevSecOps:

  1. Convidar equipes de segurança no começo da iniciativa DevOps;
  2. Estimular uma mudança de atitude entre os times DevOps e segurança, estimulando o diálogo e a criação de uma equipe coesa;
  3. Promover uma integração mais próxima entre equipes tradicionalmente isoladas;
  4. Definir um plano para automação de segurança;
  5. Determinar a tolerância ao risco, conduzindo análises na relação risco/benefício;
  6. Estimular os desenvolvedores a pensarem em segurança, compartilhando visibilidade, insights sobre ameaças conhecidas e feedbacks;
  7. Promover um treinamento de segurança para desenvolvedores;
  8. Manter ciclos de desenvolvimento curtos e frequentes;
  9. Integrar medidas de segurança com o mínimo de interrupções nas operações;
  10. Integrar scanners de segurança para containers (veja Docker EE link);
  11. Manter-se atualizado nas evoluções da cultura DevOps; tais como containers e microsserviços;
  12. Introduzir gateways de API seguros (veja aqui);
  13. Automatizar os testes de validação de entrada;
  14. Isolar containers que executam microsserviços um do outro e da rede;

 Algumas dessas iniciativas começam a nível humano, mas o agente facilitador dessas iniciativas é a automação.

Se você pensar em uma simples operação matemática, tendo como fatores da adição, DevOps + Automação, obterá como resposta o que o DevSecOps entrega de forma eficiente: SEGURANÇA.

As organizações devem recuar e considerar todo o ambiente de desenvolvimento e operações.

Ou seja, incluir todo o repositório de controle de origem, registros de containers, o pipeline de integração contínua e implantação contínua (CI / CD), gerenciamento de API, orquestração e automação de release e gerenciamento e monitoramento operacional.

Novas tecnologias de automação ajudaram as organizações a adotar práticas de desenvolvimento mais ágeis e também tiveram um papel importante no progresso de novas implementações de segurança.

Mas a automação não é a única coisa sobre o cenário de TI que mudou nos últimos anos – tecnologias evoluídas a partir da cloud –  como containers e microsserviços são agora uma parte importante da maioria das iniciativas DevOps, e a segurança DevSecOps deve se adaptar para atendê-las.

Foco em Containers e Microsserviços

A alta escalabilidade e a infraestrutura mais dinâmica permitida pelos containers transformaram o modo como muitas organizações e empresas fazem negócios.

A partir disso, as práticas de segurança do DevOps devem se adaptar ao novo cenário e se alinhar às diretrizes de segurança específicas do container.

A segurança deve ser contínua e integrada em todos os estágios do ciclo de vida do aplicativo e da infraestrutura.

DevSecOps significa criar segurança no desenvolvimento de aplicativos de ponta a ponta. Essa integração no pipeline requer uma nova mentalidade organizacional, tanto quanto novas ferramentas.

Tendo isso como base, as equipes de DevOps devem automatizar a segurança para proteger o ambiente e os dados gerais, assim como o processo de integração contínua / entrega contínua – uma meta que provavelmente incluirá a segurança de microsserviços em containers.

Conclusão

Criar inovação segura em velocidade e escala é o caminho do futuro. Porém, segurança é parte integrante da equação.

O DevSecOps nasceu da pura necessidade evolutiva de gerar um novo olhar para a segurança de software. Não é um meio específico de concluir o projeto, mas sim um modelo e uma mentalidade para alcançar inovação segura em velocidade e escala.

DevSecOps não está relacionada a pessoas que executam o projeto, mas ao desejo corporativo de implantar um método que permita a  inovação em velocidade e escala, sem abrir mão da segurança. Construindo o que está sendo difundido como Cultura DevOps.

Como começar

Muitas empresas encontram dificuldades em iniciar a implantação de DevSecOps, seja por questões culturais, por falta de mão-de-obra, recursos ou ferramentas.

Independente do motivo, uma boa opção é buscar parceiros habilitados para dar suporte ao projeto de implantação.

A Vertigo tem uma equipe de consultores especializados que entregam uma solução perfeita para quem está começando na estrada de DevOps / DevSecOps.

Com o DevOps Assessment identificamos o gap para adoção de DevOps considerando Cultura, Ferramentas e Processos, indicando um caminho de modernização alavancado na adoção de containers. Tudo isso  baseado em self-funding innovation, ou seja, focado em obtenção de ROI mensurável a cada etapa.

Para entender melhor, preencha o formulário abaixo e fale com um de nossos especialistas.

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 SOBRE O AUTOR

Rubens Freitas (Rubão) é gerente de infraestrutura da Vertigo Tecnologia. Apaixonado por Docker e café, gosta de assistir séries e colecionar coisas estranhas. Formado em ciência da computação pela UFF, já programou em Java, iOS e é consultor especialista em integração de sistemas. Diz que gosta de correr e surfar. Mas esta parte carece de confirmação. 🙂