API Economy: Como usar a TI de forma estratégica

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Você com certeza sabe da importância da Tecnologia da Informação para a sua empresa. Mas você já parou para pensar se sua equipe de TI está sendo utilizada de forma estratégica? Muitas vezes, as empresas entendem que o foco da TI deva ser residindo somente nas ações internas ao negócio e de forma pontual, quando na verdade, deveriam focar também no que está externo à organização, principalmente aos novos modelos de negócios que surgem através da tecnologia. As maiores empresas do mundo se valem da Tecnologia da Informação para manterem-se no topo. É sobre isso que queremos conversar, e essa ideia tem relação direta com o conceito de APIs, que está transformando a realidade das empresas, seja ela com foco em B2B ou B2C. A seguir, entenda mais sobre API Economy.

API Economy

O conceito de API Economy é simples e não deve se restringir ao departamento de TI. Na verdade, ele tem relação com todo o negócio da empresa. Assim, API pode significar novas parcerias, modelos de negócios, novos canais de vendas, novos canais de comunicação, e por aí vai.

Toda transação de dados entre duas ou mais empresas busca gerar benefícios para os lados envolvidos. A ideia é a de prover, consumir, integrar e adicionar valor aos dados (em alguns casos, também produtos e serviços), por meio de interfaces de programação de aplicativos que criam valor econômico, ou seja:

  • SAP com Salesforce [Integração de dados];
  • Banco do Brasil com Azul [Milhas];
  • Correios com Mercado Livre [Consulta de CEP];
  • Buscapé com B2W [indicação para o site];
  • Ford com Google [Desenvolvimento de aplicações Android para o Ford Sync];
  • Decolar e empresas áreas [Indicação para o site de empresas];
  • Hoteis.com e Tripadvisor [Hoteis do mundo inteiro sendo ofertados] e por ai vai.

Resumindo

Nesse contexto citado anteriormente, todas essas parcerias aconteceram, do ponto de vista técnico, por conta da disponibilidade das APIs. Essas interfaces auxiliam na colaboração e na troca de informação entre organizações. Isso gera benefícios para os usuários da plataforma. Ou seja, quem sai ganhando é o consumidor final.

Atualmente informação é tudo. Quanto mais a empresa entender que a informação é a chave para o sucesso de seus produtos e serviços, mais ela se destacará no mercado. Nesse contexto, o agente que pode ajudar ativamente nesse processo é o profissional de TI, ou seja, é preciso convidá-lo a pensar de forma estratégica os desafios da sua empresa.

É importante ressaltar que grandes empresas, como Google, Facebook, TAM, Ipiranga, Itaú, e outras, já trabalham com a ideia de API Economy. No entanto, ainda há outros setores que resistem em adotar este conceito, pensando que isso irá gerar vulnerabilidade aos dados expostos. Empresas da área da saúde possuem essa preocupação, devido a operação crítica, porém, a Amil é uma empresa que está se diferenciando nesse mercado.

 

Novo contexto

As APIs não só melhoram a forma como as empresas trocam informações, mas também oferecem mais segurança e rapidez ao processo de criação de novos modelos de negócio. Isso faz com que as soluções possam chegar num curto espaço de tempo para o mercado. O objetivo é que as informações sejam utilizadas pela empresa como uma vantagem, por isso, as APIs precisam ser gerenciadas e encaradas como um novo modelo de negócio.

Claro, uma estratégia de API não é uma decisão binária (para usar sim ou não). Existe o conceito de API pública e privada, mas quando utilizar uma em detrimento da outra?

Existem APIs livres (o Google, possui algumas, embora ele cobre em determinadas circunstâncias), algumas com taxa fixa ou outras com partilha de receita advinda daquela API (Como monetizar uma API). Não existe certo ou errado e nem mais ou menos modernos. O que existe são determinadas informações e serviços que você quer que seus parceiros tenham acesso. Mas, outras informações, você quer manter apenas para você.

Em suma, a sua organização precisa debater os vários elementos de uma estratégia de API, e então você precisa de um conjunto de mecanismos de governança para aplicá-la, ou seja, chame a sua TI para perto e converse sobre novos modelos de negócios, e como que a TI pode lhe ajudar nesse processo.

Ferramenta

Para ajudar a executar esse processo, nada melhor do que ter ferramentas que te ajudem na implantação e controle desse novo modelo de negócio que você está criando. Aqui na Vertigo, para implementar nos nossos clientes, nós utilizamos o Mulesoft ou ou Sensedia, que são ferramentas utilizadas por empresas como: Ipiranga, ABInbev, Ebay, Coca-Cola, e outras. Nós implementamos essa solução na Ipiranga e na ABInbev.

Além da ferramenta, é sempre bom ter a equipe interna trocando informação com alguma outra empresa, ou área de negócio que já tenha feito esse tipo de trabalho antes. Essa troca de informação ajuda da seguinte forma:

  • Diagnóstico da empresa;
  • Planejamento do o projeto;
  • Roadmap de implantação futuro;
  • Desenho e construção das APIs necessárias;
  • Gerenciando os indicadores do negócio.

Conclusão

Assim, a sua empresa estará mais bem preparada para esse novo cenário econômico. Afinal, o mundo digital está causando enormes transformações no mundo dos negócios. Portanto, se sua área de TI está focada, apenas nas questões internas, você já está ficando para trás na economia API. Você precisa começar a construir um ecossistema, e API é a maneira ideal para isso.

Como resultado, você deve buscar os seguintes benefícios:

  • Expandir os negócios da empresa e incentivar os processos inovadores;
  • Explorar novos e potenciais clientes;
  • Fazer a empresa usar a TI como uma ferramenta estratégica, ultrapassando a barreira normal das organizações;
  • Integrar com novos canais, como sistemas de terceiros e aplicativos móveis, por exemplo;
  • Ampliar o alcance dos produtos;
  • Melhorar o compartilhamento de informações.

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