Setor de Seguros

5 gargalos operacionais das seguradoras brasileiras, que custam milhões

5 gargalos operacionais das seguradoras brasileiras, que custam milhões

O setor de seguros no Brasil vive um paradoxo que expõe a fragilidade de suas estruturas operacionais. Em 2024, as empresas do segmento registraram arrecadação recorde de R$ 207,6 bilhões, crescimento de 10,2% em relação ao ano anterior. 

Mas, ao mesmo tempo, o lucro líquido caiu 4,1%, passando de R$ 37,4 bilhões para R$ 35,9 bilhões. A principal razão? Aumento expressivo nos custos operacionais, pagamento de sinistros e, principalmente, gargalos estruturais que travam a capacidade de escalar com eficiência.

Crescer em receita sem crescer em lucratividade é sintoma de operações que não acompanham o ritmo do mercado. Enquanto insurtechs e fintechs avançam com agilidade digital, muitas seguradoras tradicionais ainda lutam contra processos engessados, sistemas desconectados e dificuldade para ativar novos canais de distribuição. Esses entraves não apenas elevam custos, eles limitam a competitividade e afastam oportunidades de expansão.

A seguir, apresentamos os cinco gargalos operacionais mais críticos enfrentados pelas empresas do setor no Brasil e como a tecnologia estratégica pode transformar obstáculos em vantagem competitiva.

1- Sistemas legados que impedem inovação e elevam custos

Sistemas desenvolvidos há décadas ainda sustentam a operação de grande parte das companhias do mercado segurador brasileiro. Essas plataformas monolíticas, construídas sem modularidade, dificultam qualquer tentativa de integração com novas tecnologias, tornando cada atualização um processo longo, caro e arriscado.

A rigidez desses ambientes impede que as empresas respondam com agilidade às demandas do mercado. Lançar um novo produto ou ajustar uma funcionalidade pode levar meses, exigindo retrabalho sobre código antigo e mal documentado. Além disso, a manutenção dessas estruturas consome recursos técnicos especializados cada vez mais escassos e caros, gerando custos operacionais ocultos que impactam diretamente o resultado financeiro.

O risco de falhas também aumenta proporcionalmente à idade da aplicação. Quando ocorrem, essas falhas custam caro não apenas em termos financeiros, mas também em reputação e confiança do cliente.

2 – Lentidão para ativar parceiros e canais digitais

A distribuição de seguros por meio de parceiros estratégicos é um dos principais motores de crescimento do setor. No entanto, muitas seguradoras enfrentam ciclos extremamente longos para ativar novos corretores, plataformas parceiras ou canais digitais. Processos manuais, falta de padronização e dependência de múltiplas áreas internas fazem com que a integração de um novo parceiro possa levar semanas ou até meses.

Essa lentidão gera perda de oportunidades comerciais. Enquanto a negociação é fechada, o tempo até o início efetivo das vendas consome recursos e reduz o retorno sobre o investimento. Em um mercado cada vez mais dinâmico, onde insurtechs conseguem integrar parceiros em dias, essa defasagem operacional se torna uma desvantagem competitiva crítica.

A dificuldade de escalar parcerias de forma ágil impede que as companhias do setor ampliem sua presença em novos mercados ou aproveitem janelas estratégicas de crescimento.

3 – Falta de escalabilidade em operações digitais

Com o aumento dos canais digitais e do volume de operações online, a capacidade de escalar tornou-se obrigatória. Sistemas que não foram projetados para suportar crescimento acelerado enfrentam gargalos em momentos críticos, como picos de demanda, lançamentos de campanhas ou datas sazonais de maior movimento.

Arquiteturas que não escalam sob demanda comprometem a estabilidade da operação e colocam em risco a experiência do cliente. Lentidão no processamento, indisponibilidade de sistemas e falhas técnicas em momentos decisivos afetam diretamente a confiança do consumidor e geram perda de receita.

Além disso, a falta de escalabilidade técnica limita a capacidade das seguradoras de atender múltiplos parceiros simultaneamente, criar ambientes personalizados para diferentes canais ou adaptar a infraestrutura às necessidades de cada linha de negócio.

4 – Dificuldade de personalização e controle de marca em parcerias

A expansão por meio de parcerias exige equilíbrio delicado entre autonomia do parceiro e governança da seguradora. Muitas empresas enfrentam dificuldade para oferecer ambientes digitais personalizados que mantenham a identidade visual e a experiência de marca de cada parceiro, sem abrir mão do controle sobre processos, segurança e conformidade regulatória.

Essa limitação afeta diretamente a atratividade das parcerias. Parceiros estratégicos buscam soluções que permitam fortalecer sua própria marca no relacionamento com o cliente final, mas sem comprometer a agilidade operacional. Quando isso não é viável tecnicamente, as negociações esfriam ou a experiência entregue ao consumidor fica fragmentada.

A falta de ferramentas que permitam personalização visual e funcional sem exigir ciclos longos de desenvolvimento cria dependência excessiva de equipes técnicas e aumenta o tempo entre a assinatura da parceria e o início efetivo das vendas.

5 – Custos operacionais elevados por falta de padronização

A ausência de padronização técnica e de processos gera retrabalho constante. Muitas seguradoras operam múltiplos ambientes desenvolvidos de forma isolada, sem reutilização de componentes ou compartilhamento de infraestrutura. Cada novo projeto exige desenvolvimento do zero, elevando custos e sobrecarregando equipes técnicas com tarefas repetitivas.

Essa fragmentação também dificulta a manutenção. Atualizações precisam ser replicadas manualmente em cada ambiente, aumentando o risco de inconsistências e falhas operacionais. O tempo gasto com essas atividades poderia ser direcionado para inovação e melhoria contínua dos produtos e serviços.

Além disso, a falta de governança centralizada impede visibilidade completa sobre o que está sendo executado, quem está acessando quais sistemas e onde estão os principais pontos de risco operacional ou regulatório.

Case da CNP Seguradoras com atuação da Vertigo

Como a CNP Seguradora superou esses gargalos com tecnologia estratégica

A CNP Seguradora, parte do grupo francês CNP Assurances com presença em 19 países, enfrentava exatamente esses desafios ao buscar expandir sua operação de consórcios por meio de parcerias estratégicas. A necessidade era clara: ampliar a distribuição de produtos de forma descentralizada, sem perder controle, consistência ou identidade de marca.

A solução veio através da parceria com a Vertigo, empresa com mais de 25 anos de experiência em consultoria de TI e parceira oficial da Liferay no Brasil. Juntas, construíram uma plataforma white label robusta, escalável e orientada à expansão comercial acelerada.

O ponto central da solução foi a criação de uma estrutura que permite aos parceiros da CNP oferecerem produtos de consórcio com seus próprios elementos de marca e experiência digital personalizada. Utilizando o recurso StyleBook do Liferay DXP, cada portal mantém sua identidade visual sem exigir desenvolvimento customizado do zero.

Os resultados foram expressivos. A CNP reduziu drasticamente o tempo de ativação de novos parceiros, cortou custos com desenvolvimento e manutenção através da padronização e reutilização de componentes, aumentou a receita recorrente com mais parceiros ativos em seus próprios canais e ganhou controle centralizado sobre governança, segurança e conformidade regulatória.

Além disso, a seguradora conquistou autonomia operacional. Com a base tecnológica estruturada, as áreas internas ganharam capacidade de replicar e gerenciar ambientes sem depender de grandes ciclos de desenvolvimento, permitindo decisões mais ágeis e foco na evolução contínua do negócio.

A modernização operacional como caminho para crescimento sustentável

Os gargalos operacionais que travam o crescimento das seguradoras brasileiras não são inevitáveis. Eles são consequência direta de infraestruturas desatualizadas e processos que não foram projetados para a escala e a velocidade exigidas pelo mercado atual.

Superar esses obstáculos exige mais do que investimento em tecnologia. É preciso visão estratégica, parceria com quem entende profundamente o setor de seguros e implementação de soluções que equilibrem inovação, governança e eficiência operacional. O caso da CNP Seguradora demonstra que é possível transformar estruturas complexas em plataformas modernas, flexíveis e preparadas para acelerar o crescimento com sustentabilidade.

Se sua seguradora enfrenta dificuldades para escalar operações, ativar parceiros com agilidade ou reduzir custos operacionais, converse com o time técnico da Vertigo. Com expertise comprovada em transformação digital para o setor de seguros, ajudamos empresas a construir fundações tecnológicas sólidas que destravam crescimento e geram resultados concretos.

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